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quinta-feira, 7 de novembro de 2013 1 comentários

Eu vs. Peso

Comecei a escrever sobre meu peso um dia  por está de saco cheio de como as pessoas se importam com ele mas não se importam com o que eu acho ou se estou feliz com ele. Sim, até fico tensa com o fato de usar 42/44 mas fico mais feliz usando isso do que usando 32/34.

Em fato, eu tive uma fase semi-anoréxica/bulímica, eu não tenho ou tive distúrbios alimentares mas classifico essa fase com uma de semi-distúrbio pois meu corpo não aceitava comida. Aos 18 anos pesava 43 quilos e ganhei o amável apelido de DINOSSAURO da minha família, pois sempre que me baixava pra pegar algo minhas costas pareciam as costas de um estegossauro, passava 80% do meu tempo com casaco de lã ou moleton pois sentia muito frio e, pra quem não sabe, Recife é uma cidade muito quente. Não era uma magra feliz, todas minhas roupas foram apertadas no mínimo 3 a 4 dedos e continuavam folgadas, em fato estava 10 quilos abaixo do meu peso ideal. As pessoas se perguntam porque era tão magra e eu não sei responder, na verdade, até sei, o nome disso foi depressão e medo. Medo de falhar com meus pais e depressão por não poder fazer o que queria e me sentir só, nessa época havia acabado o namoro, estudava no mínimo 14 horas por dia e não tinha amigos... Como não tinha tempo para comer, comecei a parar de me alimentar e comecei a emagrecer até chegar no menor peso de 42/43 quilos para alguém de 1,58m (acho que essa é minha altura) estava abaixo do ideal.

Depois de um tempo, e de muitas tentativas de engorda depois, consegui voltar a engordar, pois agora era acompanhada por uma psicologa, tinha amigos e estava até curtindo o que fazia. O que aconteceu foi que passei tanto tempo tentando engordar que quando consegui engordei tudo de vez. Meu maior problema é que não sou uma pessoa ativa, sou a típica sedentária que tem preguiça de caminhar ou fazer um esporte, sou assim pois 90% do tempo estou cansada do trabalho e não me alimento direito (isso é que dá trabalhar ao lado de uma padaria que faz várias coisas gostosas e ter só 15 minutos de lanche).

Lá no trabalho as pessoas me chamam de gorda, na minha casa cresci vendo minha mãe fazendo milhões de regimes e quando eles começavam a dar resultados, ela parava, começava a caminhar, depois parava... Acho que é por isso que não gosto de caminhada. Depois de ser chamada de gorda várias e várias vezes, resolvi começar uma reeducação alimentar, que depois de 1 mês desisti pois era restritiva demais, agora estou na minha própria reeducação, tentando fazer refeições pequenas e de 3 em 3 horas e bebendo muito líquido, comecei evitar refrigerantes e frituras (já não comia muita fritura por conta da minha pele) e continuo comendo muitas frutas, infelizmente ainda não consigo fazer todas as refeiçoes, por exemplo não consigo tomar café da manhã AINDA mas já sento para comer meu almoço em 30/45 minutos o que é uma vitoria para alguém que almoçava em 15.

Agora peso 71 quilos e sei que ainda estou acima do peso, mas ei, já baixei quase 4 quilos da minha ultima pesagem para cá! O peso que procuro atingir é 52 quilos, sim, sei que são quase 20 quilos mas eu sei que consigo, mas não farei isso pois as pessoas me enchem dizendo que estou gorda, faço isso pela minha saúde e pelo estilo de vida que quero ter.


domingo, 3 de abril de 2011 2 comentários

Vida de formanda: parte 2

E, FINALMENTE, acabou tudo!


Nada mais de se preocupar com a mensalidade da formatura, com a cor do vestido, com o cabelo, sapato, música... Nada mais!


O peso que tiramos das costas foi, em uma palavra, impressionante. Podemos dormir em paz sem nos preocupar de nada, sem contar com a sensação de dever cumprido.


Fui apresentada ao mundo como turismóloga ao som da música 'Bom é quando faz mal' extremamente nervosa ao lado do meu pai (tão nervoso quanto eu). Demos algumas centenas de passos, passos que mudaram a minha vida, ao som de uma cerimonialista que disse que sou uma gracinha e sendo acompanhada por olhos curiosos e orgulhosos.


Não chorei, não sei porque, estava tão animada, tão feliz, tão... Não sei a palavra. Estavam todos lá, meus pais, meu irmão, meus tios, meus amigos. Mesmo sendo a 'forever alone' do curso, eles, colegas de curso, estavam lá, orgulhosos de todos, aproveitando, dançando, rindo!


Sim, claro que senti falta de algumas pessoas, como alguns amigos e familiares, mas não deu para levar todo mundo. Nós, formandos, sofremos com isso, pois queremos dividir nossa conquista com todos mas não podemos, temos um limite X de pessoas para levar.


Um fato interessante é que essa foi a primeira vez que eu não me importei com o fato de ter uma cicatriz feia no colo. Não liguei para ela a noite toda e nas fotos não notei ela. Ok, ainda não gosto dela, mas fazer o que?


Agora, sou a mais nova turismóloga do estado de Pernambuco!
 
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