sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Maus - A história de um sobrevivente

O livro contém 296 páginas e saiu pelo selo Cia. das Letras
Sempre quis escrever uma resenha sobre um livro (sem ser para a escola ou faculdade) e achei o livro perfeito, Maus - A História de um Sobrevivente.

Durante anos, sim ANOS, quis ler/comprar esse livro onde o autor Art Spiegelman, sócio-fundador da revista Raw, conta a história da vida do seu pai Vladek durante a época do Holocausto. Essa foi a primeira graphic novel a ganhar um dos prêmios mais importantes da literatura, o Pulitzer, mesmo tendo um traço sujo que remete ao tempo da Raw.

O livro recorre as alegorias com animais para representar as 'raças' e etnias durante a Segunda Grande Guerra, onde os judeus são ratos (pois os nazistas diziam que os judeus eram pragas), alemães são gatos (que caçavam os ratos), poloneses são porcos (que sobreviviam das migalhas deixadas na guerra) e os americanos são cachorros (que caçavam os gatos). O livro é dividido em duas partes onde a primeira ele conta a história de como Vladek conheceu Anja, mãe do Art, e como eles foram mandados para Auschwitz e como lá foram separados pela primeira vez. A segunda conta como foi o pós-guerra, onde ele e a esposa vão para os EUA se instalam.

Vladek fala sobre Auschwitz
A primeira coisa que chama atenção no livro é a primeira mensagem inicial, onde Hitler chama os judeus de não-humanos. Depois do susto dessa passagem você descobre que Anja cometeu suicídio e Vladek se casou novamente, com uma outra polonesa judia chamada Mala, e vive em pé de guerra. Vladek tem o tipico esteriótipo de judeu, mesquinho, mal-humorado e racista, porém isso se dá por conta dos anos de guerra. Mas, Art não sabe disso pois ele não tem contato com o pai desde que a mãe cometeu suicídioVladek, Anja e Mala são judeus poloneses e Art é um judeu americano, ele nasceu após os pais chegarem aos EUA fugindo da Polônia pós-guerra. Antes Anja e Vladek haviam tido um filho, Richieu, que não conseguiu sobreviver a guerra. Na abertura do segundo livro, encontra-se a passagem falando sobre como as pessoas na Alemanha nazista devem renegar o Mickey Mouse, o que chega a ser irônico pois o título do livro quer dizer rato em alemão .

Art cresceu ouvindo sobre o holocausto e depois de um tempo resolveu buscar a história de como seus pais sobreviveram num dos maiores campos de concentração da época, Auschwitz, e resolve escrever um livro contando a todos como sobreviver não é necessariamente viver. Em cada capítulo dos dois livros ele relata como foi o processo para escrever essa obra que foi ganhadora de um dos maiores prêmios da literatura e que mostra que não precisa escrever um drama para falar de algo tão sério como o genocídio de mais de 6 milhões de judeus. Aconselho bastante a leitura pois você vai ver que as vezes, sobreviver não é o bastante.

3 comentários:

Diego Félix disse...

Sempre quis ler essa GN. Nunca tive a chance, mas sempre que alguém fala sobre ela, eu fico doido pra comprar e ler. Otimo texto, Amanda. Obrigado por me fazer passar vontade --' hahahah

rique (brasa/da pedra) disse...

gostei do post. parabéns =)

Leandro Leite disse...

Ótima resenha, Maria. Se você não tivessse dito eu não pensaria que era sua primeira rs

Você fez uma ótima descrição técnica e fez uma analise bem completa do conteúdo e do propósito da obra.

Vi apenas 2 pequenos erros de digitação, mas nada demais. Minha sugesstão seria colocar uma ficha técnica no fim da resenha com mais dados pra quem se interessar.

Pretende fazer mais resenhas? Eugostaria de ler outras.

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